For my international friends

sábado, 29 de junho de 2013

Conhecendo o hospital

Essa semana fomos conhecer o hospital onde o bebê vai nascer. Ele fica há uns 15 minutos caminhando aqui de casa, é aquele que comentei brevemente nesse post aqui, ao ladinho do Meyerspark. Saímos de lá super otimistas e empolgados com o jeito que as coisas acontecem por aqui. Aquela história de médico recomendando cesária, pelo menos no discurso do hospital, não existe! Em todas as vezes que ela foi mencionada o médico reafirmava: "só em casos de extrema necessidade". Aqui as coisas acontecem o mais "al natural" possível, e que alívio que isso me dá. Nem mesmo a tal da epidural (PDA), ela só é recomendada em casos extremos, SE a mulher fizer muita questão. E os meios de alívio da dor são tratados de maneira mais "alternativa", com homeopatia e acupuntura, por exemplo. Os quartos onde o bebê vem ao mundo são realmente quartos, e individuais, lá dentro só a mulher com marido e/ou outro acompanhante e vez ou outra a Hebamme (enfermeira/parteira). Nada daquela aparelhagem e frieza toda que a gente costuma ver em salas de parto, como o Lukas mesmo mencionou, mais parece quarto de hotel. E os quartos ainda são equipados com um monte de coisas "diferentes" pra ajudar na hora do nascimento, e eu vou poder ter meu filho na posição que eu quiser, que me for mais confortável no momento, quer seja na cama, quer seja na banheira, quer seja no chão... Como a Hebamme mesma ontem comentou, só não dá de cabeça pra baixo, mas de resto, do jeito que eu me sentir confortável vai ser.

Depois de parida a criança vai direto pros braços da mãe, mesmo em caso de cesárea. E caso não seja posssível porque a mãe está com algum problema eles colocam nos braços do pai. Achei essa visão ótima. Eles te dão a privacidade dos primeiros momentos com seu filho. Só depois de uns 30 - 45 minutos é que a criança vai ser pesada e medida e "inspecionada". Os primeiros minutos de vida do seu filho são ali, com você e seu marido, mais ninguém!

A única coisa que não sabia e que vou ter que me acostumar com a idéia é ter que passar uns 2 a 3 dias no hospital. Claro que se a gente quiser eles liberam depois de 4 horas se tudo estiver em ordem com mãe e bebê, mas eles recomendam mesmo que a gente fique por lá pra dar assistência nos primeiros dias. Ajudam com amamentação, trocas e afins. Além de ter a primeira grande consulta do pequeno sem precisar sair de casa com um recém nascido e enfrentar fila no médico. Essa área também mais parece um hotel, com 3 tipos de refeições a serem escolhidas pela mãe, com acesso à bebidas e frutas o dia inteiro. E tudo isso, pago pelo seguro!! Vejam só, eu na minha desconfiança brasileira não consigo acreditar que toda essa mordomia é assim, praticamente de graça, mas é. Só se o Lukas quiser ficar comigo num quarto só pra nossa família é que a gente precisa pagar extra, e isso a gente muito provavelmente vai fazer, eu que não quero ficar sozinha num hospital, com gente estranha ao meu redor.

Quem quiser ver algumas fotos dos quartos e conhecer o hospital: http://www.helios-kliniken.de/klinik/hamburg-mariahilf-klinik/fachabteilungen/gynaekologie-und-geburtshilfe/geburtshilfe/kreisssaal.html

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Conhecendo Hamburg - parte I

Quando estivemos em Dresden, conversando com a Ana, falamos sobre muitas coisas, e claro que surgiram comentários sobre as cidades em que vivemos e tal. No fim acho que acabamos assustando ela, dizendo que Hamburg nem é tão legal assim... ehhehhe... Sabe como é né, nós dois aqui somos apaixonados por cidadezinhas pequenas, simpáticas e bonitinhas, aquelas que aparecem nos filmes de contos de fadas, e quanto viemos pra Alemanha viemos parar numa cidade grande, que nada tem a ver com o que nós imaginávamos ou gostaríamos de morar. Mas vejam bem, que vou me redimir e mostrar pra Ana e pra vocês todos que me acompanham como vale a pena conhecer Hamburg, é uma cidade sim, bem diferente das "tradicionais" cidades alemãs e acho que é isso que a torna especial. Sempre comparo Hamburg com Berlin, não no sentido de serem parecidas, mas exatamente por serem tão diferentes das outras cidades que se tornam únicas, especiais!
veleiros no Alster (2010)
Hoje vou fazer um breve apanhado sobre a cidade e aos poucos quero ir escrevendo sobre o que é legal de se conhecer por aqui, e porque Hamburg merece uma vista. Espero que gostem e que eu tenha disposição de continuar.
Rathaus no natal (2012)
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Hamburg é uma das três cidades-estado da Alemanha, junto com Berlin e Bremen. Têm cerca de 1,7 milhões de habitantes, é a segunda maior cidade do país e a oitava maior do União Européia. O porto de Hamburg é o maior da Alemanha e um dos 20 maiores portos de contêiner do mundo.
Landungsbrücken (2011)
A mais antiga referência à cidade data do século VII. Através de seu contrato com Lübeck em 1241, Hamburg foi uma das cidades fundadoras da Liga Hanseática.
Alster (2012)
Com mais de 111 milhões de visitantes diários, mais de 5 milhões de turistas e mais de 9,5 milhões de pernoites anuais, Hamburg é um dos destinos turísticos mais atraentes na Alemanha. Os principais pontos visitados na cidade são o centro da cidade com o lago Alster, o porto com as Landungsbrücken, o bairro St. Pauli com a famosa Reeperbahn, e suas famosas construções como o Michel e o Chilehaus, além de eventos como o aniversário do porto, o mercado de peixes em Altona (Fischmarkt) e o Dom (parque de diversões e não catedral).
roda gigante no Dom (2011)
A cidade também é tida como a terceira no mundo em número de apresentações de musicais, dentre o mais famoso ainda em exibição: "O rei leão". A cidade conta ainda com mais de 60 teatros, e mais de 60 museus e galerias de arte, tais como a Hamburger Kunsthalle e o Bucerius Kunst Forum.
Michel (2012)
fonte: http://de.wikipedia.org/wiki/Hamburg

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O valor da palavra

Essa semana recebemos uma das fraldas de pano do baby com um botão quebrado. E aí? O que fazer?! Procurar o e-mail da loja que enviou e escrever reclamando, claro. E lá fui eu colocar em prática a parte mais chata das aulas de alemão: as cartas. Me viro bem com o alemão, mas o tal do escrever sempre odiei (em português já odiava aulas de redação imagina então em alemão! Ironicamente hoje eu escrevo um blog, mas enfim...). Hoje então criei vergonha na cara e escrevi pra loja. Em menos de 2 horas já me responderam pedindo milhões de desculpas pelo inconveniente e dizendo que irão enviar uma nova o mais rápido possível. Simples assim! Não precisei tirar fotos pra comprovar o que estava dizendo, não vou precisar mandar a fralda com defeito de volta pra loja e se duvidar a nova já chega amanhã de manhã com o carteiro. A vida pode sim ser simples e a palavra das pessoas em alguns lugares ainda vale alguma coisa!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Baby stuff

Logo que passaram aqueles primeiros eternos enjôos da gravidez me pus a fazer coisinhas pro meu bebê. Apesar de nunca ter feito coisas do tipo, procurei vídeos no youtube e assim numa tarde fiz os primeiros sapatinhos. Alguns dias depois, também fiz um toca, já que tinha sobrado bastante linha. Até consegui fazer mais um par de sapatinhos pra uma outra amiga grávida que fomos visitar lá em março, os dela são azuiszinhos, do mesmo modelo, só esqueci de tirar fotos. Mas aqui ficam então registrados os primeiros mimos feito pela mamãe pro novo filhote!


sexta-feira, 7 de junho de 2013

A dependência do carro

Já moro aqui há quase 3 anos agora e uma coisa com a qual muita gente ainda se admira no Brasil é como a gente consegue se virar sem carro?! hahahha Já ouvi muitas vezes essa pergunta e pra mim ela é tão rizível que sempre me põem a pensar em como brasileiro é dependente de carro. Claro que eu entendo perfeitamente que o transporte público por lá é uma droga, viajar de ônibus pode ser uma odisséia e muitas cidades ficam longe de tudo e de todos, sem falar nas pessoas que moram no campo. Mas tomemos o exemplo de uma cidade como Hamburg, que tem assim uma população do tamanho de Curitiba aproximadamente. Eu digo sempre, com todas as letras pra quem vem pra cá e quer saber como se locomover na cidade: "trem". Isso pra gente aqui é tão óbvio, tão simples, tão banal não é verdade? Eu entendo perfeitamente que o sonho de muitos (homens especialmente) é vir pra Alemanha, alugar um carro pra poder correr nas Autobahns... ahhh sim, todos que vieram pra cá tinham esse sonho, meu pai, meus irmãos, meu sogro, até o Lukas sei que adoraria ter um carro por aqui pra aproveitar as maravilhosas estradas. 

Mas a coisa que sempre de novo me faz refletir e perceber como essa relação com o transporte por aqui é diferente, é quando recebemos visitas que insistem em ter um carro enquanto estão aqui conosco. Não digo que não aproveitamos pra ir ao mercado e fazer comprar maiores do que o normal, não digo que não seja prático em dias de chuva. Mas sabe que pra mim é tão tranquilo ir ao mercado com o carrinho de compras (mesmo já fazia isso em Curitiba) e não ter que me preocupar com o transito pra chegar e voltar de lá. É só sentar no trem/ônibus e descer na parada certa, nada de procurar (e pagar) estacionamento e me estressar com os demais motoristas.  Esses dias mesmo, fomos no IKEA comprar uma poltrona mais alta que nosso sofá pra que fique mais fácil de eu conseguir levantar agora que a barriga começa a ficar mais pesada (e depois ainda tem a amamentação), e tranquilamente fizemos isso de trem. Quem conhece o IKEA sabe que por lá as coisas vem meio desmontadas e depois é um quebra-cabeça pra você mesmo montar em casa, então essa poltrona veio numa caixa. Antes de sair de casa olhamos o tamanho e peso dela e constatamos que não teríamos problemas em carregar a caixa no carrinho de compras e assim fizemos. E foi tranquilo, ninguém fez força demais, ninguém sofreu, nada como qualquer outra compra. Mas do Brasil a gente já ouve um questionário de perguntas meio que indignadas ou incrédules de que fomos capazes de trazer uma POLTRONA, DENTRO do TREM!!! Vejam só gente, como assim?!!!!!!!!!¨hauhauahau Eu rio muito ainda com essas reações. E como é difícil de convencer o pessoal a largar o carro aqui e ir pro centro de trem... Quando meus sogros estiveram aqui em março, tudo eles queriam fazer de carro, acho que só uma vez conseguimos fazê-los andar de trem, isso depois do susto que levaram tendo que pagar uma pequena fortuna no estacionamento no centro da cidade. Não adianta, sei que é muito cultural, e pra muita gente não faz muito sentido largar o conforto do carro mesmo que seja pra ir ali no centrinho do bairro pra almoçar... Eu vou é sentir muita falta dessa praticidade do transporte público daqui, não quero nem pensar em ter que dirigir em trânsito caótico ou pegar ônibus sem horário certo e pagando 2,3,4 passagens pra chegar no lugar que desejo...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

11 coisas sobre mim

Semana passada a Marcela me indicou para escrever 11 fatos sobre mim. Acho que ano passado também já tinha sido indicada para alguma brincadeira do mesmo tipo, mas acabei esquecendo de fazer a postagem. Dessa vez vou fazer logo pra não esquecer de novo!

1. Sou uma pessoa tímida e consequentemente quieta quando entre pessoas, mas isso não quer de maneira nenhuma dizer que sou boba ou não tenho vontade própria, pelo contrário. Minhas mente é um turbilhão de idéias e opiniões, em sua grande maioria contrários a tudo que está sendo dito na roda de conversa, mas não me arrisco a dizer o que estou pensando, primeiro por preguiça e segundo porque se eu disser, muito provavelmente vou acabar machucando alguém porque não tenho muito "tato" com pessoas.

2. Amo, adoro ficar sozinha. É um dos meus passatempos favoritos. Quando nos mudamos pra Alemanha uma galera achou que eu ia entrar em depressão porque ia passar muito tempo sozinha em casa. Cobraram meu marido absurdamente dizendo que ele precisava me dar atenção e mais sei lá eu o que. Até hoje preciso implorar (graças a Deus é cada vez menos) pra ele sair de casa e reforçar não sei quantas vezes que eu fico é imensamente feliz quando posso ter um tempo só pra mim!

3. Não sou muito fã de doces, nas festas normalmente o que mais como são os salgados.

4. Sou fã de Sandy e Junior, desde criança. Hoje ainda acompanho a carreira da Sandy e estou doidinha pra ganhar o último dvd e agora o cd novo dela. Alguém do Brasil se habilita??

5. Converso com as pessoas dentro da minha cabeça, mas na hora de pôr em prática, não sai nem um décimo do que eu tinha "ensaiado".

6. Gosto de coisas que não estão na moda. Quer me dar um presente? Nunca, em hipótese alguma me dê algo que todo mundo tem ou deseja no momento, vai estar jogando seu belo dinheirinho no lixo. Vai ficar jogado até eu cansar de guardar ou passar a febre do resto do mundo.

7. Não consigo dormir sem coberta, nem mesmo no maior calor, preciso sempre ter algum "peso" em cima de mim!!

8. Sempre fui muito boa com números. Minhas matérias favoritas na escola eram Física, Química e Matemática, tanto que comecei a cursar Física, mas larguei lá pelo terceiro ano porque não me via fazendo aquilo pro resto da vida. Mas de vez em quando me dá uma saudade de exercitar meu cérebro com números como eu fazia na época da escola...

9. Existem duas pessoas dentro de mim que se degladiam quase que diariamente: aquela que quer a casa brilhando e com tudo no devido lugar e aquela que tem a maior preguiça de fazer com que isso se torne realidade.

10. Sempre reclamava de ter crescido no meio da mato, longe da "civilização". Hoje em dia o que mais queria era poder morar lá, longe de tudo e de todos, pro resto da minha vida! Com a vantagem de comer comidinha colhida fresquinha na horta, respirar ar puro e dormir sem barulho de vizinhos e carros, só grilos e passarinhos me acordando logo cedo de manhã!

11. Nunca tive dor de dente, não faço idéia de qual seja a sensação.