For my international friends

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Hebamme

Já comentei por aqui sobre ser acompanhada por uma Hebamme durante a gravidez. As Hebammes na Alemanha, são o que no Brasil chamaríamos de doulas ou parteiras. Eu gostei tanto dessa assistência delas por aqui que vou contar pra vocês com foi/está sendo comigo. Em geral todas as mulheres grávidas e recém paridas aqui na Alemanha tem o acompanhamento dessas mulheres, tudo pago pelo seguro saúde (pelo menos os públicos).

Logo na primeira consulta com a ginecologista, pra confirmar a gravidez e dar início ao pré-natal, fomos encaminhados à uma Hebamme. Eu não fazia idéia do que era e pra quê servia, chegamos na sala da nossa pela primeira vez meio perdidos. Aí ela nos explicou que aqui na Alemanha o acompanhamento de grávidas é feito alternadamente entre o ginecologista e Hebamme. E assim foi, desde então nossas consultas eram sempre uma vez com a médica  e outra com a Hebamme. E se vocês perceberam, eu não disse nada de médico obstetra, nem sei se aqui tem esse tipo de especialidade... aqui o médico que te acompanha na gravidez é o mesmo que faz seus exames de rotina! Com ela fazíamos os ultrasons e conversávamos coisas mais "médicas", tipo remédios pra tomar, etc. As "consultas" com a Hebamme eram mais conversas sobre o meu estado psicológico, as dúvidas sobre mudanças do corpo, como se cuidar e afins, além dela fazer o exame na barriga só na apalpamento, como era antigamente, sem grandes ajudas tecnológicas pra ver a posição do bebê. E assim foi todo o pré-natal. No parto, como também já havia mencionado (acho), foi tudo feito por uma Hebamme, não a nossa porque partos ela não faz. Ali na hora, a médica (que tinha cara de criança) ficou só observando, quem coordenou tudo dizendo o que fazer, quando empurrar e etc, etc, foi a tal da Hebamme do hospital que estava de plantão lá no dia (no caso noite). E depois de sair do hospital, avisamos a nossa Hebamme que o Leopold tinha nascido e ela começou a vir até aqui em casa pra fazer nosso acompanhamento (meu e do Leopold). Nos primeiros dias elas veio seguido e agora vem aproximadamente 1 vez por semana. Ela dá assistência na amamentação, faz o controle do peso do pequeno, controla o recuo do meu útero, dá dicas sobre cuidados meus e do Leopold, orientou o primeiro banho e assim por diante... É uma ajuda e tanto, eu sou super fã da nossa Hebamme!! Agora não tenho muita certeza até quando ela virá, pelo que me informei elas fazem acompanhamento nas primeiras 8 semanas, que aqui é chamado "Wochenbett", que acho que no Brasil é o chamado puerpério. Vai ser triste quando a Gisèlle não vier mais nos visitar... (carência mode on) E é isso,legal né?!

Quem quiser saber mais (em alemão): http://www.hebammensuche.de/hebhilfe.html

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

5 semanas

Esse tempo passa é voando mesmo! E faltam-me maos disponíveis pra escrever aqui sempre que tenho vontade. Vou atualizar vocês em tópicos que fica mais fácil.

- Nós estamos nos adaptando bem uns aos outros. Claro que tem os dias de querer jogar tudo pro alto, largar o bebê na porta da igreja e continuar dormindo sem choro de criança com cólica no berço ao lado.

- Minha mãe esteve por aqui entre a segunda e a quarta semana do pequeno. Foi meio cansativo ter mais alguém em casa, a gente ainda sem ter se acostumado ao ritmo do pequeno e vice-versa, mas foi uma mão na roda não ter que pensar em almoço e passar a pilha de roupas que se juntou nas primeiras semanas.

- Leopold já fez sua primeira viagem de trem. Fomos visitar Bremen, com mais calma do que em dezembro com a parentada que mora por lá.


- Minha madrinha, tia do meu pai, que mora em Kassel veio num domingo com mais uma prima pra conhecerem o bebê. E os outros parentes afastados da família do meu pai mandaram cartões e presentinhos pro pequeno. Adoro a atencao que os alemães dão pra famílias de recém nascidos!

- Aos poucos vou conseguindo fazer o serviço de casa. O corpo já colabora de novo e entre uma dormida e outra do Leopold consigo ir ajeitando o que eu acho que seja necessário.

- Tenho que dar gracas à Deus por ter um marido que trabalha em casa. Assim o Lukas e eu dividimos as atividades e não fica pesado pra ninguém (ou pros dois). 

E agora preciso ir porque o dever me chama! Até a próxima folguinha...