For my international friends

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ser ou não ser

O dilema atual da minha vida ( pelo menos um deles), é o desejo louco de voltar hoje mesmo pro lugar que eu aprendi a amar e a resolução que eu tinha feito comigo mesma de que eu deveria aproveitar o tempo aqui no Brasil pra conhecer um pouco mais dessa terra ainda tão desconhecida. Estou lutando entre viajar pra Alemanha por 2 semanas junto com meu marido que vai fazer seus contatos profissionais por lá, e fazer duas ou mais viagens menores aqui mais perto mesmo. Eu sou louca pra conhecer as cidades históricas de Minas Gerais, e tinha pensado em passar meu aniversário por lá. Tem ainda umas antigas fazendas de café aqui no interior de São Paulo e do Rio que me tentam há alguns meses. Além de, claro, a serra gaúcha que já conheço em partes, mas que adoraria conhecer com mais calma e não rodeada de um bando de adolescentes. Preciso decidir logo, as passagens só fazem aumentar de preço e eu estou louca de saudades dos amigos que deixei na terra gelada, queria tanto rever aquilo tudo, mostrar pro Leopold o país  em que ele nasceu...

Ai ai vida difícil de ser gente indecisa...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O desfralde

Não sei se vocês vão se interessar pelo assunto. Mas como eu já falei das fraldas de pano e como foi a minha relacao com elas, e porque o blog é meu e eu escrevo sobre o que eu quiser (huahauha risada de bruxa malvada), vou deixar aqui um breve relato de como foi o desfralde por aqui.

Antes de mais nada quero deixar bem claro que cada um tem um jeito de fazer, só vou escrever o que aconteceu comigo. Cada criança é uma e cada família é uma!

Bom, por aqui o cocô já estava rolando no vaso desde os 8 meses de idade, quando o pequeno já sentava direitinho e como fazia sempre em horários relativamente previsíveis começamos a colocá-lo no vaso sempre que dava. Por vezes funcionou super bem, por vezes houve escapadelas. Mas no geral cocô já estava sendo no vaso há um bom tempo inclusive com ele avisando quando precisava ir. Então o desfralde a que me refiro aqui é basicamente em relacao ao xixi mesmo.

A primeira semana foi a mais intensa, demorou um pouco pra ele perceber o que estava acontecendo, foram várias mudas de roupa num único dia. Quando percebi que ele estava ficando meio chateado quando não conseguia lembrar de pedir eu decidi que iria colocá-lo no vaso a cada hora. E assim passei acho que uns 3 dias cronometrando os tempos entre as idas ao banheiro, até que ele começou a me dizer quando precisava ir. Claro que volta e meia ele ainda tem recaídas, especialmente quando ele está muito distraído ou animado com alguma coisa. Mas acho que faze parte. E o melhor de tudo é que não preciso mais lavar fraldas no fim do dia, as cuequinhas vão junto com o resto da roupa da casa sem nenhum problema. É muito mais prático também carregar só cuecas quando a gente sai do que aquela montueira de fraldas.

Foi, e ainda está sendo uma experiência muito interessante. Só não é interessante quando eles precisam fazer cocô em banheiro público né?! Cada coisa que a gente tem que enfrentar...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Balanço literário de 2015

Ano passado já fiz um balanço literário desse tipo. E já que gostei esse começo de ano faço outro. Porque dicas de livros nunca é demais não é verdade?

1- O melhor livro que li este ano?

Esta é uma pergunta difícil de responder porque não acho que tenha lido um livro arrebatador este ano. Mas li livros muito bons. Se tiver que escolher, vou escolher um que não vai entrar em mais nenhuma das outras categorias, então só me resta o A vida secreta das abelhas. Este livro é narrado por uma menina de 13 anos cuidada pelo pai e que foge com a empregada negra e encontra numa outra cidade uma nova família. É meio complicado descrever este livro, sugiro que leiam e tirem suas próprias conclusões.

2- Surpreendeu positivamente

Orange is the new black Eu não sabia que existia um seriado a respeito. Mas quando li uma resenha sobre esse livro resolvi arriscar, mesmo não acreditando muito em livros que viram filmes e/ou seriados. E gostei muito da leitura. O livro conta a história real de uma moça branca e rica que se envolveu num crime e foi presa por 9 meses. Ali ela e a gente se depara com uma realidade completamente diferente e impensável. É muito interessante.

3- Surpreendeu negativamente

Tem muitos livros que eu começo e sei que não vão ser aquela coisa. Leio bastante por curiosidade. Mas um que eu esperava bem mais por ser parte de uma trilogia e ter amado o primeiro livro, foi o terceiro livro da trilogia dos livros esquecidos de Carlos Ruis Zafón O Prisioneiro do Céu. Achei a estória fraca e me pareceu que ele se contradisse em alguns pontos. Mas pode ser que eu não estava muito aberta quando o li. Talvez um dia dê a ele uma nova chance.

4- Abandonei, mas vou dar uma chance

Abandonei só dois livros esse ano: Anna e o beijo francês e Inverno de Praga. Não tive saco de continuar e olha que sou persistente. Não acho que vá dar uma nova chance a eles, a vida é muito curta pra ler livros ruins.

5- Leitura boa mas difícil

Acho que mais uma vez um livro do Ken Follet vai pra essa minha lista. Eternidade por um fio é o terceiro livro da trilogia cujos dois livros anteriores li ano passado e que acabei colocando nesta mesma categoria. São livros grandes e cheios de estórias paralelas e ainda por cima entremeados de história real. Eu gostei muito dos livros que li deste autor e quero ler mais. Dizem que é sempre nessa linha de criar romances entremeados de fatos reais.

Agora um livro de carga mais pesada, com história real de fato é o Crianças de Grozni, que é um relato de uma jornalista norueguesa a respeito da Guerra na Tchechênia. Muito, muito intenso.

6- Chorei de soluçar

Eu não sou de chorar com facilidade, mas um livro que me deixou bem emocionada e até chegaram a brotar uma lagriminhas no canto do olho foi Jardim de Inverno. Ele trata de duas irmãs que perderam o pai e precisam cuidar da mãe e cumprir a promessa feita ao pai de fazer essa mãe distante contar sua história de vida. É um livro bem intenso, especialmente a parte das memórias da mãe. Recomendo a leitura!


7- Divertido(s)

Ihh eu não sou pessoa de ler livros divertidos. Acho que o único que se enquadraria nesse quesito é o In meinem kleinem Land que é um escritor que vai contando anedotas sobre cidades da Alemanha que ele visita para apresentar seus livros. Não chega a ser mega engraçado mas tem uma ou outra passagem interessante.

8- Próxima(s) leitura(s)

Passei a virada de ano lendo Catarina, a grande, que estou gostando bastante. E a princípio quero intercalar ele com um livro em alemão. Mas como ainda não escolhi nenhum, muito provavelmente vou partir pro Mágico de Oz seguido de Maligna, que é pra contar a estória do Mágico de Oz na versão da bruxa má, veremos.

O restante da minha meta do ano vocês podem acompanhar aqui.

9- Quero ler mas ainda não tenho

Um que estou há um tempão querendo ter é o The White Queen da Phillippa Gregory. Pode ser em português também sem nenhum problema. E esses dias li a respeito desse livrinho Uma pergunta por dia que parece super interessante de ter, acho que ia gostar apesar de não ser bem um livro de leitura.

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A partir daqui a idéia original é convidar mais pessoas a responder o balanço, mas eu resolvi fazer mais algumas perguntinhas, mais pra controle e curiosidade minha mesmo.

10- Consegui ler tudo que desejava/tinha planejado?

Em 2015 tinha me planejado ler pelo menos 1 livro por mês, já que não estava mais amamentando com tanta frequencia e sabia que logo isso também pararia. Mas ainda assim consegui ler o dobro disso. Li 24 livros em 2015!! E estou muito feliz com o resultado. Sei que provavelmente isso não vai se repetir em 2016, e nem vou com essa meta. Mais uma vez me manterei em 1 livro por mês pra fechar o ano com 12 livros lidos.

11- Livros em outra língua?

Como vocês sabem eu procuro sempre intercalar leituras em português com leituras em alemão para não perder o contato com a língua. E por enquanto tem dado certo, uma boa quantidade dos livros lidos esse ano que passou foram em alemão. Mais precisamente 6 dos 24. Pra isso eu recorro à estante da casa da minha Oma e da casa dos meus pais. Mas aceito doações viu porque um dia a fonte seca... ahhahah..
Die Kaffeprinzessin  e Das Erbe der Kaffeprinzessin de Karin Engel uma autora alemã da região de Bremen. Tem alguns relatos da personagem visitando o Brasil e de como as pessoas faziam pra se virar durante a Segunda Guerra Mundial. 
E da autora Lucinda Riley li Das Madchen auf den Klippen e Der Lavendel Garten.

12- Mais algum livro que gostaria de indicar?

Sugiro ainda A bibliotecária de Auschwitz que não precisa de muita apresentação e Os assassinos do cartão postal que apesar de ser bem curto é legal pra quem gosta de um suspense.