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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Divagações

Dia desses estava pensando em como seria a minha apresentação nessas apresentações que se fazem de profissionais em revistas ou blogs ou exposições e tal. Fiquei pensando em como eu seria apresentada como artista, em quais coisas seriam importantes de serem ditas/ escritas ali. Muitas vezes se começa bem do começo dizendo sobre o contato com as artes ainda na infância. 

Eu não cresci numa casa muito artística, minha mãe mal e mal me ensinou a crochetar. Mas minha vó e minha tia bordavam e tricotavam adoidado. Minha tia tinha uma loja de armarinhos e eu me diverti muito lá ajudando e sonhando acordada naquele mundo colorido cheio de possibilidades.

Fico me perguntando também de onde vem essa minha facilidade em combinações não tão obvias e que volta e meia surpreendem as pessoas. Alguns vão nas teorias de cores e precisam aprender, mas pra mim parece meio automático, meio obvio. Meio como a matematica sempre foi pra mim na minha vida escolar inteira. Enquanto o resto da turma se matava pra entender eu tava lá de boa.

Aí tem também os meus anos no teatro. Que era amador, era na igreja mas que ainda assim me fez apresentar 3 peças no Festival de Teatro de Curitiba que não é pouca coisa.  O quanto desses anos ensaiando todo domingo, trocando ideias, lendo, estudando não me ajudaram a formar a artista que sou hoje apesar de em uma área totalmente diferente.

E a minha formação formal precisaria entrar também numa descrição. O que turismo tem a ver com  parchwork e quilting??

Enfim, divagações...