For my international friends

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Fraldas de pano

Nem sei dizer direito como cheguei à decisão sobre usar fraldas de pano no meu bebê. Não sei se posso dizer que foi pela questão ecológica, que muita gente coloca como principal argumento. Talvez tenha sido mais pela questão estética mesmo e pelo fato de odiar com todas as forças coisas muito artificiais, nesse caso, o plástico em contato com a pele. Pensar em alguém usando um troço de plástico o tempo todo (especialmente no calor do Brasil) me faz ter três tipos de arrepios de uma vez só. Mas ao mesmo tempo não voltaria a usar absorventes à moda antiga... lavar e tal... não me apetece... mas com as fraldas a história é diferente e não sei dizer bem porquê. Existem muitos argumentos a favor. O Lukas gostou especialmente do fator econômico, lemos muito a respeito e em todos as fontes pesquisadas fazem-se cálculos e mais cálculos sobre a quantidade de dinheiro gasta em fraldas descartáveis.  Mas também não sei se posso dizer que foi meu principal motivo... 
não são bonitinhas?!

Eu ainda não sei como vai ser... E para aquelas que estão preocupadas com a trabalheira, não se estressem, não estou falando aqui daquelas fraldas que nós usamos quando bebês (pelo menos eu usei), aquelas do "tempo da vovó". Hoje em dia elas são basicamente uma imitação da forma das fraldas descartáveis, só que feitas de tecido (no Brasil chamadas de fraldas de pano modernas). Tem esse vídeo no youtube que dá uma idéia de como elas funcionam (não estou fazendo propaganda, nem conheço essa marca, é só pra mostar mesmo). As nossas são basicamente nesse estrilo. Aqui as Omas contribuíram com um bom estoque inicial, tem de diversas marcas e demos preferência às de tamanho único, que podem ser usadas desde o nascimento até o desfralde. Na Alemanha o pessoal também ainda usa as fraldas à moda antiga e muita gente usa fraldas de pano, mas ainda assim em lojas físicas eu nunca vi, é tudo na internet mesmo. Eu estou animada, espero me adaptar logo e pegar o jeito com a coisa, mas isso eu vou ter que fazer com tudo que se relacione ao bebê, então esse argumento contra as fraldas de pano, de que dão mais trabalho e tal,  eu não levo muito em consideracao, já que lavar, vou ter que lavar roupas a mais mesmo, então qual a diferença de enfiar mais algumas fraldas sujas no meio do monte?! Veremos... Volto aqui depois e dou meu veredito!

Dois links (em português) que podem ajudar a tirar dúvidas de quem as tiver:



E em alemão: Stoffwindel

terça-feira, 20 de agosto de 2013

E vem chegando uma nova estação

Há umas duas semanas venho sentindo no ar que as estacoes estão mudando. Desde que os dias de calor infernal se foram percebe-se no ar e na luz que logo, logo o outono está aí. Me chamem de louca, mas eu AMO o outono. Enquanto está todo mundo aproveitando os últimos diaszinhos de verão ao máximo eu estou ansiando pelo outono, aquela luz, aquele clima, aquelas cores... Nas lojas já começaram a vender decorações outonais... as cores vão ficando mais amarronzadas, as folhas e cogumelos e porcos-espinho vão aparecendo nas vitrines. Ainda falta um  mês pro começo oficial, mas já dá pra perceber que ele está chegando... Nessa época me dá vontade de deixar a casa arrumadinha, curtir o fim do dia (que já não é mais às 11h da noite, mas sim num horário mais razoável, lá pelas 8 e meia), dá pra acender umas velas, dá vontade de assar bolachinhas, ou fazer um bolinho gostoso pra tomar com chá no fim da tarde... Eu fico cheia de inspirção essa época do ano... pelo menos aqui na Alemanha, no Brasil agosto sempre foi o mês mais odiado por mim (por ser normalmente o mais seco e infestado de queimadas - desvantagens de se morar "no mato"- atacando loucamente minha rinite). Aqui, não sei se porque cheguei na Alemanha nessa época, entre final de agosto/começo de setembro, por ter sido nessa época a nossa lua de mel no vale do Reno, não sei dizer, só sei que me alegra pensar que a temporada das macas e dos cogumelos está chegando...

as cores do outono (nov.2012)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O último mês

Os dias passam, muitas idéias pipocam, mas falta o pique de sentar em frente ao computador e escrever. Esse último mês foi de muitos dias de calor infernal, com direito a muito sorvete, gelatina e tereré pra tentar espantar o suador dentro de casa (eu me recusei a sair naqueles dias, sem condições gente). Já a última semana foi mais tranquilinha e só hoje voltamos aos 27°, mas dentro de casa ainda está aceitável, é só deixar tudo fechado que o fresquinho se mantém por um tempo.
aplicação e crochê
algumas roupas secando
Andei arrumando as coisas pro Hampelmann (é assim que estamos chamando o bebê enquanto ele/ela não nasce. Pra quem não sabe Hampelmann é um brinquedo desse tipo aqui, o apelido surgiu depois do segundo ultrasom em que vi pela primeira vez aquele serzinho com forma de gente se mexendo loucamente dentro de mim). Já arrumei quase tudo. Troquei muitas coisas de lugar dentro dos armários, limpei e reorganizei gavetas, lavei roupinhas e fraldas e tudo que tinha direito, costurei mais um monte de coisas e assim se passaram os dias. Hoje finalmente arrumei a mala da maternidade e está tudo bem encaminhado. Sem roupa e lugar pra dormir a criaturinha não fica então tá bom né?!
mais aplicações e crochê

um peixinho que eu fiz
E as novidades sao basicamente essas. Nao tenho saido muito de casa por causa do peso da barriga, nao aguento andar por muito tempo e nem consigo ficar muito tempo longe de um banheiro, quem já teve um ser espremendo a bexiga sabe como é... O Lukas também está trabalhando loucamente no doutorado entao só nos fins de semana a gente sai com mais folga pra bater um pouco de perna e distrair um pouco. A única excecao foi na quarta agora que fomos passear no DOM (no dia mais barato, é claro) e comer alguma cosinha diferente.
Presentes que uma querida amiga do Brasil mandou e que tive que
ir buscar na alfandega num dos dias mais quentes em Hamburg hehhehe
Começando a organizar o cantinho das trocas
me deliciando com uma Käse-Krakauer no DOM

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

o que vocês esperam de mim

Fiquei pensando muito se deveria ou nao escrever este e-mail. Queria saber com todas as palavras agora, o que afinal vocês esperam de mim! E sejam sinceros, porque dai eu também vou poder ser!!

De onde surgiu essa fama de que sou uma pessoa inacessível? Só porque tenho repulsa ao skype?? Até onde sei existem outros meios. Só porque sou uma pessoa que gosta de preservar a minha privacidade e nao aceita palpites externos na minha vida? Nao consigo entender porquê essa extrema necessidade de saber tudo que faço ou que penso. Nem minha mãe, que teria "direito" a me fazer interrogatório, eu deixo saber detalhes sobre a minha vida, pois é isso que ela é, minha, e eu tenho direito de poder escolher com quem e como a compartilharei. E nao me venham com essa de que o Lukas e eu somos um, nós continuamos a ser duas pessoas, que se completam, mas ainda assim indivíduos, com seus gostos e opinioes pessoais.
Eu tenho todo direito de escolher as pessoas com as quais eu me sinto a vontade pra dividir minha vida. Se vcs nao fossem familia do meu marido nao teríamos nada em comum, entao porque cobrar que só porque existem um laço legal entre nós eu haveria de ter que tratá-los diferente?? Eu os respeito, nunca os desrespeitei, e espero que o facam comigo também. Eu nao aceito que só porque casei com um homem precise automaticamente abosrver o jeito de ser da família dele e deixar a minha de lado. Até onde sei, nós dois, vamos trazer coisas das nossas familias  e vamos tirar as coisas ruins e manter a boas e formar a nossa propria familia. Porque é tao difícil pra vcs aceitar que eu tenho uma bagagem diferente e que sim, vai ser trazida pra dentro da familia que estou formando com o Lukas! Eu me sinto muitas vezes como que se tivesse entrado numa família muculmana, onde a mulher precisa se anular, e deixar tudo que lhe remete à sua familia de origem, pra do dia do casamento em diante ser como a familia do marido, agradar à eles e esquecer que um dia teve uma vida diferente.
Tudo comecou nos prepartivos do casamento, muitas vezes nem me sentia a noiva, a pessoa mais importante da festa, porque né, sou do interior, cresci "no mato", nem eu nem minha família sabemos dessas coisas de etiqueta, como se faz um festa desse nível! Fui tolhida em muitas das escolhas que eu deveria ter feito. Me deixei influenciar pela "experiência" anterior da cunhada, afinal ela já passou por isso, sabe como se faz um casamento pra agradar os convidados. Ahh e os convidados, tem que convidar todos os amigos dos sogros, porque senao pega mal né?! Seus pais mesmo nao tem muitos amigos, e eles moram longe, nem vao se dar ao trabalho de vir até Curitiba né?! E os amigos de vocês, convidem só os mais chegados, senao nao cabem os nossos, porque os filhos deles nos convidaram entao fica feio se a gente nao convidar... Nem o convite que os noivos sentaram juntos pra escrever foram aprovados pela família "perfeita". Isso nao é coisa que se manda prás pessoas, o que elas vao pensar nao é verdade?! Nem nas fotos sozinha com meus pais pude decidir a pose: "faz assim, porque no casamento da Sabine a gente fez uma foto assim e ficou muito bonita", meu, a familia ali era de quem afinal???
E porque essa neura da gente gostar de morar aqui? Porque esse medo de que a gente goste mais daqui do que do Brasil? Vocês levam muito pro lado pessoal, acham que é por causa de vocês que a gente nao quer mais voltar, nunca pode ser porque a gente se realiza aqui, se sente mais adequado à realidade, mas nao, é tudo sempre por causa de vocês, afinal vocês sao o centro do mundo, como pode a gente querer viver uma vida diferente da de vocês?!!
E essa mania de querer se conectar?! Sempre fui nos almocos, tive que aturar piadas sobre Rondon, piadas sobre meu marido, o que mais vcs querem? Eu nao vou agir como filha de vcs, pq nao sou!! Nao achem que vou sair por aí dizendo que amo vcs porque nao amo, nem os conheco!! Eu cumpro sem problemas meu papel nas reunioes familiares, mas nao me pecam pra ser alguem que nao sou, eu nao vou achar tudo que os sobrinhos fazem lindo e maravilhoso, eu odeio crianca no meu pé, eu nao vou lavar louca na casa da sogra e tb nao quero q ela lave na minha... porque vcs querem que eu haja como se a gente se conhecesse desde sempre...????? vcs esperam de mim q eu seja como uma filha, mas eu sou nora, e nao me sinto pertencente à vcs, e nem acho que precise!! Acho que podemos muito bem conviver pacificamente sem essa grudacao toda que vcs exigem de mim. Eu odeio gente grude, odeio gente que dz te amo toda hora, gente que quer abraco toda hora, que se lambe mesmo se odiando! Eu nao sei o q vcs esperam de mim, o q mais vcs querem???? Preciso agir diferente da minha personalidade só pra agradar vcs???

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Baby Stuff V - Baby-quilt

Mais um quilt feito por mim, desta vez pro bebê. Já não lembro quanto tempo levei pra fazê-lo, acho que devo ter começado lá em abril e se não me engano terminei no começo de julho, claro, com muitas interrupções, porque não é um trabalho muito fácil e às vezes vai dando nos nervos. Mas o resultado final é de dar orgulho!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Baby Stuff IV

Acho que o mais legal de ter filho vai ser poder vestir nele/nela roupinhas que eu e meus irmão usamos quando bebês, especialmente os casaquinhos feitos pela minha Oma Uschi!! Não são uma graça??




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Visita do Thomas e da Jéssica

Semana retrasada tivemos o prazer de receber o Thomas e a Jéssica (meu irmão e minha cunhada pra quem não conhece) aqui em casa pra curtirem uns diaszinhos no calor de Hamburg. Foram dias curtíssimos, mas muito bem aproveitados. Até aproveitamos a carona pra ir até o Ikea comprar móveis pro bebê, Onkel e Tante serve pra essas coisas né?! Nos outros dois dias andamos pela cidade (a Jéssica ainda não conhecia), os não-grávidos bebericaram umas cervejinhas, comemos muito bem e colocamos as fofocas em dia. Quer coisa melhor do que a visita do irmão pra deixar a cabeça desanuviar das preocupacoes de gravidez, parto e criacao de filho??