Pular para o conteúdo principal

Meyerspark

O Meyerspark é um parque bem pertinho aqui de casa. Onde a gente vai fazer nossas caminhadas quando ficar dentro de casa está entediante. Não é um parque naquele estilo brasileiro não, é no meio da floresta mesmo. Claro que tem parquinho pras crianças brincarem e espaço pra piquenique, mas é basicamente árvores mesmo, com muitas trilhas por entre elas. Assim ó:


A história do Meyerspark está intimamente ligada com Spazierstöckchen (bengalas ou aqueles pauzinhos que o pessoal adora usar de apoio pra fazer caminhadas). Mas isso não necessariamente tem a ver com caminhadas pelo parque mas sim com a pessoa que deu o nome ao parque: Heinrich Christian Meyer.


Seu pai, que tinha o mesmo nome, era dono de uma fábrica de bengalas e cadeiras de vime, que se tornou uma das primeiras grandes indústrias de Hamburg.  A empresa era na época uma das mais conhecidas e em maior desenvolvimento na cidade, apesar de ter começado bem modestamente. Seu pai, um carpinteiro imigrante em Hamburg, tinha uma pequena oficina de bengalas. E já com oito anos de idade, Meyer apresentava grande habilidade vendendo os produtos produzidos por seu pai, recebendo dos moradores da cidade o apelido de "Stockmeyer" (Meyer igual ao nome; e Stock que significa bengala). Em 1816, com 19 anos, ele fundou sua própria oficina e transformou, dentro de duas décadas, sua pequena fabriqueta numa grande e moderna fábrica, a empresa H.C. Meyer Jr.
tem um espaço com pôneis e cavalos no meio do parque,
onde especialmente crianças aprendem a andar a cavalo

Após a morte do pai, o filho Heinrich Christian Meyer assumiu a empresa na metade do século XIX, e a trasnferiu para Harburg onde a empresa havia comprado grandes extensões de terra do rei de Hannover. Assim o terreno no qual hoje existe o parque fez parte da família Meyers desde 1864. Cinco anos depois ele mandou construir a chamada Villa Meyer no estilo da Villa Hügel - pertencente à família Krupp (sim, aqueles mesmos dos elevadores) da cidade de Essen. Atualmente essa construção é usada pelo hospital Mariahilf como recepção e prédio administrativo. No ano 1906,o filho do Meyer construiu a 400 metros da casa do pais, no meio do parque, uma casa de campo planejada pelo arquiteto hamburger Paul Schöss, o atualmente chamado "Waldhaus" (casa da floresta). Após a Segunda Guerra Mundial o parque foi parar nas mãos da cidade de Hamburg e é um lugar de lazer para a população de Harburg.
essa é a Waldhaus

Comentários

  1. oi!!!
    aqui em Dresden tem parques parecidos com este... Ivan adora!!!! e sempre leva Valentina a tira colo...rsrsr
    beijinhossss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem muitos desses espalhados por aí né Ana?!! Sempre uma ótima opcao pra uma caminhada no fim do dia!!
      beijo

      Excluir
  2. que parque gostosinho! com animais e tudo =) eu confesso que acho um saco sair pra passear assim no parque/na floresta. Mas aos pouquinhos vou aprendendo a curtir hehe bjs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. hahhaa, sério?!! Eu gosto! Claro queo dia tem que estar relativamente bom, naosou como os alemaes que ficam horas na "floresta" em dias de chuva, mas em dias mais amenos é uma delícia!! Lembra minha casa!!
      bjs

      Excluir
  3. Muito legal conhecer a história por trás das bengalas.Esse homem foi muito esperto[H.C. Meyer], viu uma oportunidade dentro de uma dificuldade e soube fazer negócio com isso :)!

    O parque é lindo, tem cara de que deve ser ótimo pra fazer pique-nique :)!

    Bjs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E nao é?! Adorei a história do cara também, por isso escrevi ela aqui!!

      Ahh o parque é uma delícia, perfeito mesmo pra um piquenique!!

      beijo

      Excluir

Postar um comentário

Conte-me o seu segredo...

Postagens mais visitadas deste blog

torta alemã

Alguém sabe me dizer a origem da chamada torta alemã? Porque aqui na Alemanha mesmo, nunca vi nenhuma torta desse tipo como a que conhecemos no Brasil... 
Dei uma pesquisada no google, mas não tive muitas respostas não. As duas versões que me fizeram mais sentido foram: 1- que uma descendente de alemães lá em Santa Catarina ficou com saudades das tortas da sua terra natal e adaptou uma torta com os ingredientes encontrados ali; 2- que seria uma versão do conhecido Kalter Hund, que a torta alemã teria em diferente um creme de manteiga e creme de leite ao invés do chocolate como recheio. E aí, alguém tem palpites?? Ou já viu uma torta alemã na Alemanha??

A diferença entre Quark e ricota

Quando tínhamos ainda vacas na fazenda, lembro que a mami fazia a tal chamada ricota pelos brasileiros, mas a gente lá em casa sempre chamou de "quark"... beleza, depois que vc tem que procurar o negócio no mercado se acostuma com o nome ricota, que todo mundo diz que é o do tal negócio... E é uma coisa que eu gosto muito de comer... Um tempo atrás decidi que queria comer panquecas, e prá mim a melhor delas é a recheada com ricota! Vamos então no mercado comprar "quark" que é prá ser o mesmo que a chamada ricota no Brasil... Mas não é a mesma coisa não!!! Primeiro a consistência é bem diferente, o quark é bem mais macio que a ricota, e também bem mais azedo... A ricota brasileira é meio esfarelenta, mais seca, o quark é um creme, uma pasta bem fácil de passar no pão por exemplo. Foi então pesquisar na internet, prá descobrir então se por acaso não existia uma diferença entre eles, já que eram tão diferentes... achei que a principio fosse só uma diferença de nomenc…

Odeio ser chamada de tia

Cresci em família de descendência alemã, pra mim sempre foi super normal chamar meus tios e tias de Onkel e Tante, até hoje não consigo me referir à eles sem esse pronome (se é que o nome é esse mesmo, mas vocês entendem o que eu quero dizer). Pra mim tia era o  nome pelo qual as minhas amigas chamavam a minha mãe e a mãe de todos os amiguinhos da escola. No Brasil isso é super normal, pelo menos lá onde eu cresci. É meio que costume chamar pessoas mais velhas de tio ou tia, um sinal de respeito. Então pra mim, esse negócio de tia sempre pega por esse lado. Meu maior terror quando voltar aos Brasil é voltar a ser chamada de tia (me arrepio só de pensar). Pra piorar sobrinhos do marido foram ensinados a me chamar de tia, já sentiram a minha reação né?!  arrepios... É ainda pior quando adultos se referem a mim com esse “pronome”, ui, mais arrepios... Por isso meus filhos vão chamar seus tios de sangue de Tante e Onkel, assim como os avó são Opa e Oma. Gente, não consigo me referir a par…